Tendo em vista o falecimento no dia 24 de junho, da esposa do nosso Irmão Ney Lisboa de Miranda, cunhada REGINA DELLÊ MIRANDA, com 80 anos, e pelas manifestações de Irmãos pelo ocorrido, o Irmão Ney postou a seguinte prancha, que ora damos conhecimento a toda jurisdição.
– Irmãos Valdemar Kretschmer. – Sereníssimo Grão Mestre da Grande Loja do Paraná, e
– Manif Antonio Julio 33º– Soberano Grande Inspetor Litúrgico da 1ª Inspetora Litúrgica do Paraná.
Saude – Paz – Amor
Ainda coberto pela emoção, ocasionada pela ausência do ser amado, consciente, que
“será eterna”, porquanto o ocaso da vida física é irreversível. A tristeza a sonda-me a alma, contrai o meu coração!.
Procuro um lugar solitário, não quero que meus filhos vejam o seu velho pai, que se dizia tão forte, também é um ser frágil como todos os humanos que “não consegue enxugar o pranto e refrear o soluço”.que lhe sacode o corpo”.
Deixo que lágrimas, como perolas, aljofre pela face, colho-as com as mãos em forma de concha, instintivamente, irrito-me, pois elas fogem e descem à terra.
Acodem-me, nossos luminares mestres, os quais se preocupam com a humanidade em especial com a Irmandade Maçônica; lembram-me que num passado não muito distante, imprimiram no meu espírito, sábios ensinamentos.
Ouço um coro de vozes angelicais, somente audível pelo meu espírito ,exclama! –
:” … que o pó volte a terra, como era e espírito, volte a DEUS…”
CONFORTO-ME e exclamo: “Seja sempre feita a Sua vontade e não a nossa”
- Nesse instante, senti ter sido transportado para o “Jardim Celeste,” maravilhoso, a atmosfera era inebriante, ornamentado com flores de vários matizes, rosas, tulipas, begônias balouçavam-se e espargiam perfume aromatizado; alegres dançavam ao sabor do
- Um Anjo veio ao meu encontro, com palavras doces e suaves, o seu olhar cheio de ternura, manso e pacifico, disse-me:
- Irmão!
- Disseste, perante e uma assembleia composta por homens livres e de bons costumes, que nos lances mais difíceis da vida, sempre confiaria em “DEUS!”
‘CHEGOU O MOMENTO DE PROVAR A SI MESMO, QUE CONFIA NOS
DESIGNOS DIVINOS.”
- Sua esposa e companheira está bem, e recomenda que você, meu Irmão, tenha serenidade e dirija suas preces ao nosso PAI CELESTIAL e agradeça-Lhe pela felicidade que lhes deu, enquanto ela esteve ao seu
Nesse instante, resignei-me, agradeci ao Senhor DA VIDA CRIADOR DE TUDO O QUE EXISTE E EXISTIRÁ, tendo antes pedido que me concedesse o perdão .
– Pus-me em genuflexo, e com lágrimas sentidas, exclamei :
“PAI, PERDOAI-ME”,
Ney Lisboa de Miranda
- PS: Na impossibilidade de agradecer, individualmente, aos estimados e queridos irmãos que, numa demonstração de solidariedade, acorreram e se postaram junto a mim e de meus filhos, dando-nos o conforto da solida amizade que une a família maçônica, especialmente no momento da incidência da maior dor, que é perda de um ser querido, especialmente se este for a esposa, estiveram junto a mim, até o momento do
- Em meu nome e de todos os meus familiares, com a Máxima Venia, encareço aos Inestimáveis Irmãos, Valdemar Kretschmer – Sereníssimo Grão Mestre da Grande Loja do Paraná e Manif Antonio Julio, 33º – Soberano Grande Inspetor Litúrgico, que se possível, reproduzam este meu lamento, nos veículos Informativos da Grande Loja do Paraná e Boletim Informativo da Inspetoria (CENAL)
Atenciosamente Ney
OBS – Deixamos a seguir o telefone do Irmão Ney, caso algum Irmão queira transmitir o seu abraço e carinho, a esse irmão que muito fez, não só pela Maçonaria Universal, mas também a muitos Irmãos esparsos pelo Universo.
Celular: 041 – 9962.1909



5 comentários
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Querido Irmão Ney, acabo de ler a Peça Arquitetônica mais Linda e Verdadeira que nos meus 25 anos de maçonaria tive a oportunidade de ler. Querido Mestre, Sião 77 da Lapa lhe presta as mais sinceras condolências,agradecendo todo o carinho que sempre dedicou a nós. Na próxima 3ª feira terei o dever de ler esta peça em loja e creio que não chegarei ao fim, pois suas lagrimas serão as minhas. Nos te Amamos Ney.
Manoel Vidal em nome de toda Sião.
Ao meu irmão e amigo Nei, minhas condolências pelo passamento da cunhada, lamento profundamente sua perda e rogo ao Supremo que suas forças sejam multiplicadas neste momento de dor. Do amigo e irmão, Irati Pirolla.
MUITA PAZ, QUE DEUS ILUMINE O CAMINHO.
Querido Irmão Ney, até o presente momento não sabia de tua lamentável perda. Quando leio o teu lamento, não posso de eixar de pensar em minha esposa Mára. Penso rapidamente em como será que enfrentarei o momento de sua perda, se assim me tiver reservado, mais logo afasto esse pensamento. Recuso-me a pensar nisso agora. Quero ainda abraçá-la, beijá-la e dar todo meu carinho a ela, por um bom tempo, ainda. Dirijo meu pensamento do Pai Eterno e peço que esse dia nunca chegue. Permita-me Ele que eu siga ao Reino Celestial antes dela e que fique lá à espera dela, como faço sempre que ela sai de casa para cumprir uma de suas tarefas. Fico a espera do ronco do motor de seu carro, do latido dos nossos cães que a saúdam sempre que retorna ao nosso lar, de seus passos rasteiros e apressados, sempre. Mára é um furação de luz e docilidade, que quando chega, a todos ilumina. A todos abençoa com sua amável presença. Sei que era assim com você e com a Regina. Pela alegria de viver que você sempre demonstrou ao contato amável e sorridente com seu Irmãos, com o abraço terno e o sorriso franco.
Imaginei a tua dor. imagino a saudade que sente. Sei que depois que ela foi, a tua futura passagem será mais fácil, menos traumática para todos os que ficam, pois irá revê-la já livre dos sofrimentos físicos.
Afinal habitaremos um Lar de Bem Supremo quando o Salvador nos chamar. Mataremos a saudade de muitos, principalmente de nossa companheira de caminhada e de nossos bem amados que lá estão.
Que Nosso Pai Celestial o console.
Abraço forte e carinhoso, Salgado.
Querido Ir:. Nei Lisboa de Miranda,
Mesmo na minha distante Toledo, senti muito este tristíssimo momento em tua vida. Como você escreve “e o pó volte a terra…”,
com esta máxima dos mestres quero que aceite meus pêsames muito sinceros.
Eles são pelo pesar e pelo agradecimento por tudo que voce, meu Ir:. nos transmitiu.